terça-feira, 24 de abril de 2012

Ao meu amigo Nando Stutzel

Só porque eu não sei jogar
você rouba os meus dados
derruba meus cavalos
captura meu peão.

Só porque eu não sei cantar
você desafina minhas cordas
altera minhas notas
desinventa minha canção.

Só porque eu não sei te amar
você surrupia minhas roupas
desenterra minhas sombras
e enlouquece meu coração.

A ti, meu desencontro...
Minhas asas já estão grandes.
Mas me dói tê-las em um espaço tão pequeno e desconfortável.
Me dói não conseguir mexê-las.
Me dói não conseguir voar.
Me dói.
Muito.

quinta-feira, 8 de março de 2012

De mim pra mim mesmo.

É tão simples encontrar as coisas mais belas dentro de nós...
Se envolver conosco mesmos, crescer, desenvolver aspectos que ainda precisam de retoques, amar-se, respeitar-se e, principalmente, valorizar-se...
A fase que estou vivendo tem sido tão boa nesse sentido. Decidi simplesmente me observar melhor, com mais cuidado e atenção, e ando encontrando coisas em mim que desconhecia.
Sentimentos tão preciosos, tão importantes...
Não me refiro ao amor aqui, não estou falando de paixão nem de nenhum relacionamento com outra pessoa.
Falo de me apaixonar por mim mesmo, entende?
De me relacionar comigo mesmo.
De compreender que, apesar de tantos erros que eu cometi (e que possivelmente, eu ainda irei cometer) sou uma pessoa boa...
Tenho uma índole boa, um coração bom, uma alma generosa e que está sempre aberta a novos aprendizados.
Reconheço sim todos os meus incontáveis defeitos, mas sei que posso consertá-los um a um, ou pelo menos procurar “domar” alguns dos meus monstros.
Desde que eu queira, e decidi querer isso de uma vez por todas...
E todos nós temos os nossos monstros, todos nós temos os nossos esqueletos no armário, todos nós temos arrependimentos.
Mas nenhum de nós aprende sem errar...
Creio que o fundamental nisso tudo é conversarmos conosco mesmos vez ou outra, como ando fazendo ultimamente comigo.
Assim fica claro que é bem simples encontrar coisas realmente belas, e que irão pontuar (ou nortear) todos os nossos próximos passos daqui pra frente.
É isso...

terça-feira, 6 de março de 2012

Eu ainda penso em vc.
Penso em tudo o que aconteceu. Ainda tinha muita coisa o que dizer, muito o que te perguntar, muito o que saber.
Queria te perguntar se está feliz, se tudo esta do jeito que vc achou que ficaria. Queria te dizer que já não sei mais como me sinto, que meu coração já não dói mais com aquela dor desesperada, mas que ainda dói.
Parte de mim deseja que vc seja muito feliz sempre e que tudo dê certo para ti. Mas a outra metade deseja que vc sinto muito a minha falta, que vc chore de saudade, que a outra seja o meu oposto e que isso te cause dor.
Uma parte de mim deseja te esquecer, mas a outra deseja que vc nunca me esqueça.


(Em 11/01/2012)
Sei que erro. Sou inconsequente, as vezes minto.
O meu ciume te deixa louco!
Perdoa as vezes que estou triste ou estressada com algo e desconto em ti.
Perdoa as vezes que não te entendo ou que te julgo sem pensar nos seus motivos primeiro.
HOJE EU SÓ QUERO TE PEDIR DESCULPAS...

É desse jeito que te amo!



(Em 10/01/02011)
Amor, não sei te dizer as vezes que sinto a tua falta, o desejo de estar contigo é muito forte. 
Amo-te a qualquer hora do dia.


(Em 24/03/2011)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

A minha crise de (quase) 25

É impossível não me questionar: o que estou fazendo da minha vida?
Tenho 24 anos e este ano farei 25. Vejo minha vida e não vejo nada de concreto por mim realizado. Sinto-me frustrada. Muito frustrada... E cansada. 

Não sou uma profissional de sucesso, não sou tão independente quanto gostaria de ser, não tenho um namorado/marido, não tenho filhos. O tempo esta passando e sabe aquela história do relógio biológico? Não é apenas história.
Às vezes, sinto-me numa espécie de crise de meia idade (igual aquelas masculinas)...
Ah... Como eu gostaria de ter um Editor de Vida!
Se bem que agora também gostaria de um "corretor de idade".
Quero viver tudo o que não vivi nos últimos anos neste ano. Fazer tudo que deixei para depois. Amar como se não houvesse amanhã. Respeitar meu ser e a minha maneira de ser acima de tudo. Arriscar. Não alimentar relações pessoais e familiares desgastantes. Preciso ser feliz diariamente. E não uma caricatura de mim mesma. Ou um eterno esboço de quem gostaria de ser.
Quero ser EU. Apenas isso. Lidando com meus defeitos, melhorando minhas virtudes.
Penso que quem gosta, de fato, de mim, me aceitará e entenderá. E não me criticará (muito), ou me recriminará (muito), nem ficará eternamente me chamando de louca (ou inconsequente). Pode parecer algo simples para a maioria... Mas, para mim, não é... Embora eu pensasse o contrário, a verdade é que as opiniões alheias tem tido em minha vida um peso bem maior do que deveriam ter e talvez tenham contribuído, e muito, para os meus vários anos de depressão.
Demorei, mas estou aprendendo a dar limites (aos outros, pelo menos, porque quando eu perco o meu limite, fico surda, e não me ouço). Uns me chamam de ingrata, outros, de egoísta. Sinceramente, me chamem do que quiserem! Não quero voltar a ter depressão! Não quero voltar àquele estado de apenas sobreviver. Não quero mais lacunas na minha existência.
Erro muito, eu sei. Tendo a achar que erro mais do que deveria, que sou muito mais errada que as demais pessoas. Será mesmo? Acho que não. Todos erram, afinal, "errar é humano"... Cansei de pedir desculpas. Os equívocos são meus, não dos outros. Eventualmente, podem repercutir em outra pessoa. Mas quem realmente sofre? Quem precisa superar? Quem precisa refazer? Quem precisa se desculpar, se for o caso? Quem precisa acordar no dia seguinte? Quem precisa encarar as pessoas? Quem, de fato, lida com as consequências dos meus atos? Eu.
Querem falar, criticar, acusar, julgar e condenar? O problema, não será mais meu... Não quero chegar aos 25 infeliz.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Hoje eu só queria dizer que te amo...

Era pra ser uma carta de amor. 
Era um pacote de mil fatias de cebola picadas 
– como fazia lacrimar! 
Era uma coleção de vírgulas e reticências, 
o avesso inteiro de um coração, 
um alagamento irreversível de sentimentos - 
jorrava, pingava, molhava. 
Era um buquê de palavras, 
um contrato entre os países da alma, 
um frasco inteiro de paz. 
Era uma verdade bruta feito diamante, 
uma compota de suspiros. 
Era pra ser uma carta de amor, 
mas não saiu uma palavra se quer.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Para você que me odeia.



Eis a minha resposta pro seu ódio: Eu te amo. E te confesso que não seria metade do que sou sem você, juro. É seu ódio profundo que me dá forças para continuar em frente e ser feliz.
Por favor, prometa que nunca vai deixar de me odiar Porque sinceramente, eu não sei se a vida continuaria tendo sentido para mim. Se alguém como você não me odeia, é porque, no mínimo, não estou me expressando direito.
Sei que você vive falando de mim por aí sempre que tem oportunidade e esse tipo de propaganda boca a boca não tem preço. Ainda mais quando é enfática como a sua - todos ficam interessados em conhecer uma pessoa que é assim, tão o oposto de você. E convenhamos: não existe elogio maior do que ser odiado pelos odientos, pelos mais odiosos motivos. Rs... Não é verdade? Então, ser execrada (sabe o que significa 'execrada' né?) por você funciona como um desses exames médicos mais graves, em que "negativo" significa o melhor resultado possível.
Olha, a minha gratidão não tem limites, pois sei que você poderia muito bem estar fazendo outras coisas em vez de me odiar - cuidando da sua própria vida, dedicando-se mais ao seu trabalho, a sua familia, estudando um pouco (até pq convenhamos, vc é bem burrinha...). Mas não, você prefere gastar seu precioso tempo me detestando. Não sei nem se sou merecedora de tamanha consideração.
Bom, como você deve ter percebido, esta é uma carta de amor.
E, já que toda boa carta de amor termina cheia de promessas, eis as minhas:
- Prometo nunca te decepcionar fazendo algo de que você goste.
- Prometo não mudar, principalmente nos detalhes que você mais detesta.
- Prometo jamais te responder à altura quando você for, eventualmente, grosseira comigo, ao verbalizar tão imenso ódio. Pois sei que isso te faria ficar feliz com uma atitude minha, sendo uma ameaça para o sentimento tão puro que você me dedica.
- Prometo, por último, que, se algum dia, numa dessas voltas que a vida dá, você deixar de me odiar sem motivo, mesmo assim continuarei te amando. Porque eu nunca me esqueço daqueles que contribuem para o meu sucesso.
É uma pena que você não esteja me vendo neste momento, inclusive, você veria o meu sincero sorrisinho agradecido - e me odiaria ainda mais.

Com amor, da sua eterna.
Mi Torricelli

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012